HumorNum blog que deseja falar da vida e nao falar de humor seria inadmissível. Aqui vamos colocar algumas histórias, anedotas, links de videos ou charges que retratam a vida. Sei que alguns nao conseguem pensar numa "teologia de humor" mas é a vida
Saudades
Eu queria voltar a ser criança, do tempo em que: Atentado, era um menino travesso. Droga, era o remédio comprado na farmácia. Craque, era um exímio jogador de futebol. Sexo, era masculino ou feminino. Stress, era coisa de americano. Depressão, era coisa de panela. Tráfico, fora abolido pela lei Áurea. Separação, só de bate boca e brigas na rua. Matar, só se fosse de fome, sede, saudade, ou raiva. Bomba, era o que acontecia com quem perdia o ano letivo. Arma, era coisa de polícia. Assalto, era a pergunta que a mulher fazia quando ia comprar tamanco. Violência, era só nos filmes de cowboy. Desemprego, era o número de empregos que se tinha disponível. Concorrência, só havia entre garotos, disputando o amor da mesma menina.
Corrupção, era um vulcão ativo Mendigo, era o vagabundo, não o trabalhador. Salário, era sinônimo de sustento, não de pobreza, miséria ou fome. Ser honesto, não era ser careta e cafona. Índio, era o dono das terras, não pobre marionete da FUNAI. Computador, era um malandro desbocado, falando das suas dores. Miserável, era um sujeito muito pão duro, não a população do meu país. Imposto, meu pai só ia para abastecer o fusquinha. Havia diferença entre direita e esquerda, polícia e ladrão. Será que os tempos mudaram, ou foi eu quem mudei? Quem sabe tudo isto já havia, mas como era inocente, não percebia. Quem sabe nada mudou, a não ser no meu interior? Será o mundo, ou só o meu mundo que precisa mudar? Pensei que me tornando adulto teria todas as respostas. Hoje estou mais confuso do que quando era criança. Pelo sim, pelo não; não posso viver saudosista. Preso a um tempo que não volta mais. O futuro se descortina, esta certeza me atrai. Saber que fico, mas o mundo permanece e vai. As lembranças vão se apagar. Quem sabe o que aprendi possa me modificar?
Os meus pais construíram o passado, do qual estou a relembrar. O presente eu construi, estou começando a me decepcionar. Mas reconheço que nunca é tarde para recomeçar, reconstruir um novo mundo, onde os meus filhos possam habitar. E, como hoje faço, no futuro venham a se orgulhar, do passado que herdaram, e precisam preservar, corroborando a prudência do sábio pensar: "Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim." (recebido na lista de discussão batistas-brasileiros)
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Por José Miguel - October 19th, 2006, 19:03, Categoría: Humor
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Eu Levo ou Deixo?
Diz a lenda que Rui Barbosa, ao chegar em casa,
ouviu um barulho estranho vindo do seu quintal.Chegando lá,
constatou haver um ladrão tentando levar seus patos de
criação. Aproximou-se vagarosamente do indivíduo e, surpreendendo-o ao
tentar pular o muro com seus amados patos, disse-lhe: - Oh,
bucéfalo anácrono! Não o interpelo pelo valor intrínseco dos bípedes
palmípedes, mas sim pelo ato vil e sorrateiro de profanares o recôndito
da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e à
socapa. Se fazes isso por necessidade, transijo; mas se é para zombares
da minha elevada prosopopéia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei
com minha bengala fosfórica bem no alto da tua sinagoga, e o farei com tal ímpeto que te reduzirei à qüinquagésima potência que o
vulgo denomina nada. E o ladrão, confuso, diz: -
Dotô, eu levo ou deixo os pato?"
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Por Jose Miguel - October 19th, 2006, 1:39, Categoría: Humor
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